Política, Psicologia e quem sabe Poesia


 
 

Bunda nua na sacada usando o iPhone

 

 

Não atendo as ligações

Não entendo o que ela diz

Se falar rápido significa algo

Eu sou apenas aprendiz

Na arte de ouvir tudo

Mesmo a palavra que condiz

Com norma oculta e cálida

Chamada cega

Ela é mais uma meretriz

Voando alto no amor

Uma pena, pois sou apenas,

Infeliz


 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 21h07
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Tese

 

Rio na sua cara

Corre sem frases claras

Vivas morrem torcendo

O nariz e as ressalvas

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 20h57
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Sem saber

 

Não sei nada sobre você

E não sei se quero saber

Na sabedoria a gente se perde

Na ignorância somos clichê

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 20h54
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Fugidia

 

 

Ela se vê no espelho da vida

Dos outros

E não se reconhece inteira

Precisa colher suas partes pelos cantos

Antes da próxima chuva

 

Ajeita seu batom vermelho

Prega o último botão na blusa

Fecha a cara com a espinha ilustre

Arranja tempo pra permanecer viúva

De todos os desejos obtidos

Antes da próxima chuva

 

Ela é a doce donzela

De um século em fase avançada

O século do Facebook

E das cervejas desencorajadas

 

E assim segue vivendo

Entre ruínas e perdição

Se quiser meu telefone

Eu arranjo um orelhão



 

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 20h53
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100

 

 

Rindo a toa

A alma voa

E não volta mais

 

De cima do mundo

O riso fecundo

Jamais se desfaz

 

Mas subir até lá

Pede cautela

E a vida singela

Fica demais

 

 

A vontade da maldade

Quase sempre morre

Com uma olhada firme

Da consciência límpida

Que não se desfaz


 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 21h14
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Joga na palma da mão

Os ventos correm nas saias

Elevando o padrão moral dos transeuntes

Tímidos olhares assombrados

Incitam a moral e os bons costumes

 

Velho bordado na roupa de missa

Símbolo da alma precavida

Na mente a fé se ajeita

Na roupa só o ferro alisa

Os restos da noite passada

 

Perdido o penúltimo bonde

Praquele coração vagabundo

Só resta chorar no meio fio

Ou ficar em cima do muro

Esperando a idéia dos outros

Pra então caminharmos sedentos

Da concordância intermitente

Dos trilhos do bonde andante

Fora da ponte dos amores

Partidos

Na hora marcada


 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 18h45
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Hein?

 

Deixa pra amanhã

Por que hoje

Transcendeu

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 22h22
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Testemunha da falta de imaginação, agora no singular

 

Olhou pro próprio calcanhar. Haja pescoço. Depois da última festa aprendeu na marra a respeito de virar a cabeça quando elas passam. Em uma dessas viradas encontrou um tabefe no meio da fuça. A namoradinha nova não dava sossego. Era fixar o olhar mais de um segundo e ela já fazia cara feia. Descobriu um novo modo de paquerar: olhar o próprio calcanhar. Era a paquera narcísica e impossível. Digna de um ser subjugado pela própria sorte.

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 22h20
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Testemunhas da falta de imaginação

 

 

Pessoas passam paradas

Pelos poros puros permanentes

Das grades desencontradas

Da vida que não quer ser semente

E cresce

E cresce

E solidifica o nada entre dentes

 

 

Não sei a cor do tédio

Sei de cor o remédio

Pra quando ela for velha:

Lembra daquele tempo

Em que você sorria nua

Fosse no deserto do Saara

Fosse no meio da rua?

 

Coço os botões da calça

Algo não está legal

Será o jeans novo incomodando

Será a perna com arrepio colateral?

Que escrita besta! Meu Deus!

 

Oi, como vai? Vem sempre aqui?

São as palavras que sempre ouve

Quando sorri


 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 22h14
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Detalhes incultos

 

Levar a sério aquela velha brincadeira

De dizer as verdades quando perguntado

Pode ser o início do fim

Dos segredos jamais guardados

 

Uma fita vermelha no cabelo

Na blusa o detalhe inflamado

O sapato nada apertado

A cabeça os velhos achados

Da adolescência recém adquirida

 

Menina já vem desarmada

Com os braços desencontrados

Sua vida passando aos poucos

Com a saia sempre erguida

Encontrou o consolo pedido

Num choro depois da partida

 

Foi-se o elo

Que a mantinha querida

Pelos seus

 



Categoria: Pérolas Poesias Patifarias
Escrito por Johnny às 18h20
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